Mundial de Doha

IAAF classifica o Mundial de Doha como o melhor da história

Darlan Romani fez a final mais forte de toda a história dos Mundiais (Foto: Wagner Carmo/CBAt)

Sebastian Coe justificou com números a afirmação: seis recordes do campeonato batidos, 43 países conquistaram medalhas, atletas de 68 nações alcançaram pelo menos um dos oito primeiros lugares, foram registrados 21 recordes de área e 86 recordes nacionais

Doha, Catar - Terminada a última etapa do Campeonato Mundial de Atletismo, no domingo (6/10), no Estádio Internacional de Doha, no Catar, o presidente da IAAF, Sebastian Coe, fez um balanço da competição e não temeu afirmar que "terminava o melhor Mundial da história em termos de qualidade e em desempenho dos atletas".

Para confirmar a afirmação, Coe usou números: seis recordes do campeonato foram quebrados, 43 países conquistaram medalhas e atletas de 68 nações alcançaram pelo menos um dos oito primeiros lugares nas finais. Foram registrados também 21 recordes de área (continentais) - o dobro do número de Londres-2017 - e 86 recordes nacionais foram quebrados.

"Quem segue nosso esporte de perto, sabe que classificamos nossos campeonatos pelas performances dos atletas", disse Coe. "É assim que nós, atletas e treinadores, medimos nosso sucesso. Os rankings de desempenho da competição são usados como uma medida objetiva da qualidade de uma competição internacional."

Com base nesses rankings de desempenho da IAAF, que leva em conta os cinco melhores resultados e atletas das 24 melhores provas, o Mundial de Doha está no topo da lista de todos os Campeonatos Mundiais já disputados.

1- Doha-2019 - 195.869 pontos
2- Pequim-2015 - 194.547
3- Londres-2017 - 193.426
4- Moscou-2013 - 192.664
5- Berlim-2009 - 191.168

Com base nas pontuações médias de todos os resultados de atletismo, as cinco principais edições são:

1- Doha-2019 - 1.024,75 pontos
2- Londres-2017 - 1.012,84
3- Sevilha-1999 - 1.007,98
4- Pequim-2015 - 1.004,78
5- Berlim-2009 - 1.004,55

Nos desempenhos individuais, em que as marcas obtidas são transformadas em pontos, três dos cinco melhores no masculino são do arremesso do peso, prova em que o brasileiro Darlan Romani ficou em quarto lugar. As classificações:

Masculino
Joe Kovacs (USA) - arremesso do peso - 22,91 m - 1.295 pontos
Tomas Walsh (NZL) - arremesso do peso - 22,90 m - 1.294
Ryan Crouser (USA) - arremesso de peso - 22,90 m - 1.294
Christian Coleman (USA) - 100 m - 9.76 - 1.291
Steve Gardiner (BAH) - 400 m - 43.48 - 1.289

Feminino
Malaika Mihambo (GER) - salto em distância - 7,30 m - 1.288
Salwa Eid Naser (BRN) - 400 m - 48.14 - 1.281
Shaunae Miller-Uibo (BAH) - 400 m - 48.37 - 1.272
Sifan Hassan (NED) - 1.500 m - 3:51.95 - 1.271
Katrina Johnson-Thompson (GBR) - heptatlo - 6.981 pontos - 1.269

Os Estados Unidos confirmaram a sua força e ganharam o Mundial tanto em número de medalhas como em pontos:

Medalhas
1-Estados Unidos - 29 (14 de ouro, 11 de prata e 4 de bronze)
2-Quênia - 11 (5, 2, 4)
3-Jamaica - 12 (3, 5, 4)
4-China - 9 (3, 3, 3)
5-Etiópia - 8 (2, 5, 1)

Pontos
1-Estados Unidos - 310
2-Quênia - 122
3-Jamaica - 115
4-China- 99
5-Etiópia - 83
15-Brasil - 25

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