TROFÉU BRASIL

Tiffani Marinho e Lucas Carvalho vencem os 400 m no Troféu Brasil

Tiffani Marinho (Fotos: Wagner Carmo/CBAt)

Os dois campeões comemoraram as medalhas de ouro, mas informam que estão mesmo trabalhando para conseguir os índices olímpicos para os Jogos de Tóquio-2021

São Paulo - Tiffani Marinho (Orcampi) e Lucas Carvalho (FECAM/ASSERCAM) foram os vencedores dos 400 m na terceira etapa do segundo dia de competições do Troféu Brasil Caixa de Atletismo, na manhã desta sexta-feira (11/12), no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP), em São Paulo. A competição, sem público por causa da pandemia da COVID-19, tem transmissão do Canal Atletismo da TVNSports, plataforma streaming com acesso gratuito.



Tiffani, de 21 anos, foi bicampeã do Troféu Brasil nos 400 m, com 52.95. "Fiz uma prova estratégica para vencer, mas todo mundo sabe que estou focada em 2021. Fiquei muito feliz com a medalha de ouro. Agora é treinar, treinar para ter um ano que vem bom", disse Tiffani. O treinador Evandro Lazari explicou que o objetivo para a fase atual de treinamento era correr na casa dos 52 segundos - Tiffani venceu em 2019 com 51.80. "Era importante também somar pontos na corrida olímpica", disse Evandro, explicando que o planejamento para 2021 é buscar o índice olímpico individual nos 400 m, mas também pela corrida de pontos. "Ela vai fazer provas da temporada indoor na Europa por pontos", acrescentou.



Tabata Vitorino de Carvalho (AA Maringá) ficou com a medalha de prata, com 53.41, e Maria Victoria Belo de Sena (APA-SP), com a de bronze (53.47).



Lucas Carvalho ganhou os 400 m com 45.53. "Gostei da minha corrida, melhorei minha marca este ano, mas minha meta é correr na casa dos 44, pensando no índice olímpico individual dos 400 m. Se eu conseguir isso, a presença no revezamento 4x400 m misto será automática", disse Lucas, referindo-se a nova prova do programa olímpico de Tóquio-2021. Lucas treina no NAR, em São Paulo, com Felipe de Siqueira.



Anderson Henriques (AABLU) foi o segundo colocado (45.81) no pódio dos 400 m e o atleta João Henrique Falcão Cabral (CT-Maranhão) o terceiro - comemorou muito a medalha do Maranhão.



Ketiley Batista ficou com o ouro nos 100 m com barreiras com 13.21 - a atleta já havia sido campeã do Grande Prêmio Brasil Caixa de Atletismo no último dia 6. "Estou feliz e satisfeita num ano complicado como esse, principalmente para mim que tive uma lesão no posterior. O objetivo era baixar a marca e consegui", disse. A barreirista treina com Luiz Gustavo Consolin, em Pindamonhangaba (SP). O seu "grande objetivo", como afirma, também é o índice olímpico para ir aos Jogos de Tóquio-2021. 



Micaela Rosa de Mello (UCA), com 13.34, ficou com a prata e Adelly Oliveira Santos (CT-Maranhão), com 13.47, com o bronze.



Jonathas Brito, que também ficou com a vitória no GP Brasil, ganhou os 110 m com barreiras com 13.57. "Ainda errei na prova, mas veio a vitória. "Faltou treinamento porque além da pandemia fiquei bastante tempo parado por causa de uma lesão no tendão. Estou surpreso com a vitória em função disso, mas queria muito esse ouro no Troféu Brasil, depois de dois terceiros lugares e um segundo", disse Jonathas, que treina no NAR com a técnica Maíla Machado.



O pódio foi formado ainda por Rafael Pereira (Clã Delfos), com 13.64, e Eduardo de Deus (CT-Maranhão), com 13.66. Já qualificado para a Olimpíada de Tóquio Eduardo disse que enfrenta uma lesão na perna e ficou duas semanas sem treinar. "Corri na força com foco total, mas minha meta está na preparação para a Olimpíada."



Juliana De Menis Campos, ganhadora do salto com vara com 4,20 m, disse que não fez um bom aquecimento porque não estava se sentindo muito bem e só conseguiu se aquecer dentro da prova. "Mas estou feliz com o ouro, mesmo sabendo que poderia ter sido melhor." A medalha de prata ficou com Isabel Demarco Quadros (Orcampi), com 4,00 m, e a de bronze com Sabrina Santos (Pinheiros), com 3,80 m.



Douglas Junior dos Reis (Orcampi) disse que ficou muito emocionado com a vitória no lançamento do disco, com 58,00, embora quisesse uma marca melhor. "Mas prova é isso, gostei, mesmo querendo lançar na casa dos 60 metros", disse o atleta que treina em São Caetano com João Paulo Alves da Cunha. Wellinton da Cruz Filho (IEMA) ganhou a medalha de prata, com 56,70 m, e Anderson Ferreira (ACA) ficou com a de bronze, com 51,91 m.



A competição segue todos os protocolos necessários ao combate à transmissão da COVID-19. Por isso, só têm acesso ao estádio pessoas credenciadas pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), organizadora do torneio. É exigido o uso de máscaras, com exceção no momento das provas, e será disponibilizado álcool em gel e o cuidado com o distanciamento entre os participantes. Todos têm a medição corporal aferida na entrada da instalação esportiva da Prefeitura de São Paulo.



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