24fevereiro

Brasileiro Loterias Caixa de Atletismo Sub-20 tem superprova de 110 m com barreiras

Nada menos do que seis atletas conseguiram índice para o Mundial de Cáli e os cinco primeiros completaram a prova em menos de 14 segundos, num verdadeiro espetáculo no Estádio do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, em São Paulo

Assessoria de Comunicação



São Paulo – A prova dos 110 m com barreiras foi a mais forte da história do Campeonato Brasileiro Loterias Caixa de Atletismo Sub-20, disputado de sexta-feira (22/4) a este domingo (24/4), no Estádio do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, na Vila Clementino, em São Paulo. Nada menos do que seis atletas conseguiram os índices exigidos para o Campeonato Mundial da categoria, de 1 a 6 de agosto, em Cáli, Colômbia, e cinco correram abaixo dos 14 segundos. Cada país só pode levar dois atletas por prova individual.



O piauiense José Eduardo Mendes da Silva (Luasa-SP) foi o campeão, com 13.54 (0.6), quebrando o recorde da competição e o brasileiro sub-20, de 13.58, que pertencia desde 2014 a Júlio César Nascimento de Oliveira. O resultado de José Eduardo, que começou no atletismo no Instituto Edson Luciano Ribeiro, em São Joaquim da Barra (SP), é o quarto melhor do ano no Ranking da categoria da World Athletics.



“Estava muito confiante, principalmente depois da semifinal. O objetivo era o recorde e a qualificação para o Pan-Americano de junho. E felizmente tudo deu certo”, disse o atleta nascido em Teresina, que mora desde janeiro em Taubaté (SP), onde treina com Rodrigo Pereira dos Santos. “Estou muito feliz por ter alcançado meus objetivos”, completou José Eduardo, que comemorou muito a vitória com os outros atletas da prova na zona mista do estádio.



“O nível da prova estava muito forte e a gente sabia da possibilidade de quebrar o recorde brasileiro. O camping de velocidade e barreiras organizado pela CBAt, em Bragança Paulista, foi muito importante porque os exames, os teste de biomecânica nos deram muitos subsídios para o treinamento”, comentou Rodrigo Pereira. “Pena que o Thiago (Thiago Resende Ornelas) bateu na primeira barreira. Ele está também muito bem e poderia ter obtido uma marca melhor.”



Thiago Resende Ornelas ficou com a medalha de bronze, com 13.72, atrás de Lucas Henrique de Souza Maia (AAP-PR), prata, com 13.69.



Outra ótima prova foi a dos 100 m com barreiras. As três primeiras colocadas conseguiram o índice de 14.20 para o Mundial de Cáli. A catarinense Lays Cristina Rodrigues Silva (Corville-SC) conquistou o ouro, com 13.69 (0.5). Com isso, assumiu a liderança do Ranking Brasileiro da categoria. “Foi meu recorde pessoal e não podia estar mais feliz. Tomei um susto na semifinal pela manhã, quando quase caí”, lembrou a atleta de 18 anos. “Vou tentar melhorar meu resultado no Pan-Americano.”



Daniele Campigotto (CAC-SC) ficou em segundo lugar, com 14.08, seguida de Ionane Linhares da Costa Azevedo (ASA Sorriso-MT), com 14.18.



No salto triplo, Felipe Izidoro da Silva (Instituto Foz-PR) garantiu a primeira colocação, com 15,48 m (0.6), e a vaga para o Pan-Americano. “Queria uma marca melhor, o índice para o Mundial de Cáli, mas esse índice vai sair ainda”, comentou. “Em compensação estou feliz pelo bicampeonato brasileiro”, completou. Rafael Duarte dos Santos (APADA-MT) ficou com a prata, com 14,74 m (1.3), seguido de Thiago Felipe Nobre de Souza (Orcampi-SP), com 14,48 m (0.6).



No heptatlo, Giovana Corradi (AD Centro Olímpico-SP) liderou a classificação por pontos na soma das seis primeiras provas. Nos 800 m, última competição da especialidade, Ana Luísa Couto Soares Ferraz (Orcampi-SP) teve um desempenho melhor e garantiu o primeiro lugar, com 5.247 pontos – o índice para o Mundial é de 5.300. “Bati na trave pela segunda vez este ano, mas mesmo assim estou contente. Os resultados mostram que estou no caminho certo”, disse a mineira, que vai passar alguns dias com a sua família em Belo Horizonte. “Melhorei meu desempenho no peso, no dardo e nos 200 m.”



Giovana Corradi acabou na segunda colocação, com 4.960 pontos, seguida de Sofhia Carolina Antônio (Clã Delfos-MG), com 4.955.



No lançamento do dardo, a paranaense Stefany Beatriz Navarro da Silva (AAP-PR) deu mostras de superação, após sentir uma lesão no salto em altura, segunda prova do heptatlo. Ela desistiu da prova, mas lutou para ter condições de disputar o dardo e conseguiu a medalha de ouro, com 51,61 m. “Nossa fiquei em tratamento direto na área de recuperação da NewOne no estádio. Se eu não fosse bem, acho que o fisioterapeuta ficaria arrasado”, brincou. Stefany já tem os índices para o Mundial de Cáli no heptatlo e dardo.



Sofhia Carolina Antônio (Clã Delfos-MG) ficou com a medalha de prata, com 39,69 m, enquanto Yasmin Camille Liz do Carmo (Curitiba SMELJ-PR) levou o bronze, com 37,68 m.



Vinícius de Carvalho Alves (Orcampi-SP), que já havia vencido os 3.000 m rasos na sexta-feira, conquistou sua segunda medalha de ouro na disputa dos 3.000 m com obstáculos, com o tempo de 9.16.94, com boa vantagem sobre o segundo colocado, Kaue Orvalho Domingues (IEMA-SP), com 9.42.14. O terceiro colocado foi Nicolas Augusto Pereira (CASO-DF), com 9.42.20.



Os melhores – Após o terceiro dia de competições no Centro Olímpico, os integrantes da comissão eleita no Congresso Técnico Virtual, realizado na quinta-feira (21/4), não tiveram muitas dificuldades para escolher os melhores atletas da competição: Vanessa Sena dos Santos (AD Centro Olímpico-SP), no feminino, e José Eduardo Mendes da Silva (Luasa-SP), no masculino.



Vanessa ganhou as medalhas de ouro do salto em distância (6,35 m) e dos 200 m (24.03) – dois índices para o Mundial Sub-20. No distância, ela quebrou o recorde brasileiro sub-18 e assumiu a liderança no Ranking da World Athletics da categoria. “Fiquei muito contente com esse prêmio. É uma recompensa por todo o trabalho que fazemos todos os dias, com o Alexandre Moratto, aqui no Centro Olímpico.”



Já José Eduardo venceu os 110 m com barreiras, com 13.54 (0.6), recorde do torneio, brasileiro sub-20 e quarta marca no ranking mundial.



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