SUB-23

Tiffani Marinho busca mais um título no Sul-Americano Sub-23 do Equador

Tiffani retoma treinos após Olimpíada e tem o desafio do Sul-Americano Sub-23 (Foto: Wagner Carmo/CBAt)

Representante olímpica no Brasil em Tóquio, a atleta de Duque de Caxias (RJ), radicada em Campinas, de 22 anos, disputará os 400 m e o revezamento 4x400 m em Guayaquil, buscando somar mais uma medalha importante em sua vitoriosa carreira

Bragança Paulista - Com 22 anos, a carioca Tiffani Beatriz Domingos Silva do Nascimento Marinho, que defende a Orcampi, de Campinas (SP), parece uma veterana, tamanha a quantidade de títulos que já conseguiu. Ela busca neste fim de semana, em Guayaquil, no Equador, mais um: o do Campeonato Sul-Americano Sub-23, que será realizado no sábado (16/10) e domingo (17/10).



Atleta olímpica em Tóquio, ela é tricampeã dos 400 m no Troféu Brasil de Atletismo e bicampeã sul-americana adulta: em Lima, no Peru, em 2019, e também em Guayaquil, no Equador, em 2021. É campeã sul-americana indoor e desde 2019 é recordista brasileira sub-23, com 51.84.



O potencial da atleta é grande. Tanto que lidera o ranking brasileiro de 2021, com 51.88, marca alcançada no dia 10 de abril, em Azusa, nos Estados Unidos. O recorde pessoal é da pré-pandemia exatamente com 51.84, obtido no dia 30 de agosto de 2019, em Bragança Paulista (SP).



“Estou animada. Tirei férias depois da Olimpíada e consegui descansar e recuperar as energias para as competições de 2022. Voltei a treinar dia 6 de setembro, vou correr os 400 m e o 4x400 m. Queria muito entrar também nos 200 m, porém não está dentro do planejamento atual”, comentou. “As expectativas são as melhores, como sempre, e quero dar o meu melhor dentro da pista.”



Treinada por Evandro Lazari, a atleta nascida no dia 6 de maio de 1999 é integrante da equipe medalha de prata no 4x400 m misto do Mundial de Revezamentos da Silésia, na Polônia, em maio, e da equipe recordista sul-americana da mesma prova, com 3:15.89, marca alcançada na Olimpíada de Tóquio, no dia 30 de julho. “Ela precisou parar um tempo para iniciar a preparação para 2022, que tem o Mundial do Oregon, como um alvo importante”, disse Evandro.



Determinada, Tiffani deixou a família em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, em 2017, quando tinha 18 anos. “Decidi investir na minha carreira e já estou há quatro anos em Campinas. O objetivo é evoluir sempre”, disse a atleta, que começou no atletismo em 2014, numa escola na Baixada Fluminense. A dedicação tem valido a pena. Afinal, além da prata na Polônia, Tiffani foi finalista no 4x400 m misto no Mundial de Doha, no Catar, e no Mundial de Revezamentos de Yokohama, no Japão, as duas competições disputadas em 2019.



O Brasil segue para Guayaquil com o objetivo de manter a sua hegemonia na competição. A seleção contará com 75 atletas, sendo 36 no feminino e 39 no masculino.



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