MUNDIAL DE CÁLI

Stefany faz seu recorde pessoal no heptatlo e fica no top 10 do Mundial

Stefany Navarro faz a sua melhor marca pessoal no heptatlo: 5.393 pontos (Foto: Mónica RF)

Com 5.393 pontos nos dois dias das provas combinadas a atleta paranaense disse que veio a Cáli, Colômbia, para se desafiar e vencer a si mesma; a competição sub-20 termina neste sábado (6/8), com SporTV

Cáli - Stefany Beatriz Navarro da Silva (Associação de Atletismo de Paranavaí-PR) fez o seu recorde pessoal no heptatlo com 5.393 pontos para terminar em 9º lugar, entre as top 10 do Campeonato Mundial de Atletismo Sub-20 de Cáli, na Colômbia, no quarto dia de disputas (4/8), no Estádio Olímpico Pascual Guerrero. A competição segue até sábado (6/8), com transmissão do SporTV.



Stefany melhorou suas marcas no salto em altura e no arremesso do peso. A paranaense de 19 anos, que treina com Aguinaldo Souza dos Santos, tinha como melhor marca 5.304 pontos (de 10/4/2022, em Bragança Paulista-SP).



Quando deu a volta olímpica com as demais atletas que disputaram o heptatlo ganhou uma bandeira de um morador de Cáli que é brasileiro. "Medo sempre tem, mas vim de cabeça erguida para o Mundial. Claro que eu sabia que a medalha era difícil. Então, fui eu contra eu mesma, tinha de me desafiar. No primeiro dia de disputas eu me venci, mas hoje eu vim para buscar o meu PB (recorde pessoal). Consegui. E ainda o recorde paranaense e a liderança do Ranking Brasileiro Sub-20 e Sub-23."



Sobre o que ainda pode trabalhar respondeu "que as provas de pista são o foco, mas que tem como melhorar em todas". Stefany espera ainda disputar o Campeonato Brasileiro Loterias Caixa de Atletismo Sub-23, de 16 a 18 de setembro, em Cuiabá (MT), e o Sul-Americano Sub-23, de 20 de setembro a 1 de outubro, em Cascavel (PR).



Saga Vannineu, da Finlândia, ficou com a medalha de ouro no heptatlo (6.084 pontos), Serina Redel, da Alemanha, com a prata (5.874) e a também alemã Sandrina Sprengel com a de bronze (5.845).



O cearense Matheus Lima (CRB-AL), de 19 anos, chorou muito, inconformado por não ter passado para a final dos 400 m com barreiras. Chegou a liderar a corrida, mas bateu na penúltima barreira, já na reta dos últimos 100 m. Em sua primeira seleção brasileira e seu primeiro Mundial nem conseguia falar sobre a prova. "Estava tudo planejado para eu passar na frente, mas bati e me desequilibrei", disse. Fez 51.11 e foi quinto na primeira das três séries. O jamaicano Rashawn Clarke foi o mais rápido - 49.35. Ficou na 13ª posição na classificação geral.



No 4x100 m feminino o Brasil foi desqualificado por não fazer a troca na área de passagem do bastão (Ana Cecília de Oliveira, Natália Campregher, Vanessa Sena e Letícia Rudzila). O 4x100 m masculino, com Lucas Fernandes, Izaias Alves, Thamer Moreira e Renan Moura Gallina, fez 40.24 na semifinal. "Nossa passagem poderia ter sido muito melhor", disse Izaias.



Arielly Kailayne Rodrigues, nascida em Rondonópolis (MT), fez 1,76 m no salto em altura e não chegou ao seu recorde pessoal de 1,81 m (de 7/5/2022, em Campinas). Ficou em 17º lugar.  "Eu cometi muitos erros na minha corrida", disse Arielly.



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