CAIO OLIVEIRA DE SENA BONFIM
Atletismo
Treinador: Gianetti Oliveira de Sena Bonfim
Caio Oliveira de Sena Bonfim
Data e local de nascimento: 19/3/1991, Brasília (DF)
Provas: marcha atlética (20 km, 35 km e meia maratona)
Principais conquistas: Nos 20 km marcha atlética - Medalha de ouro no Campeonato Mundial de Atletismo de Tóquio-2025; medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris-2024 e medalhas de bronze no Mundial de Londres-2017 e no Mundial de Budapeste (HUN)-2023. Medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019 e de bronze em Toronto-2015. Campeão no Race Walking Tour de 2023 e 2024 da World Athletics, vice-campeão em 2022 e 2025.
Nos 35 km – medalha de prata no Campeonato Mundial de Tóquio-2025.
Na meia maratona – medalha de bronze no Mundial de Marcha Atlética por Equipes de Brasília-2026.
Caio Bonfim é um dos atletas mais consistentes na história brasileira da marcha atlética. Afinal, ele brilha na categoria adulta desde os 20 anos, quando bateu o recorde nacional dos 20.000 m no Campeonato Sul-Americano de Atletismo de Buenos Aires, na Argentina, em 2011.
O atleta deu ao Atletismo Brasil resultados inéditos. Em sua quarta participação olímpica, Caio Bonfim (CASO-DF) conquistou a medalha de prata na marcha atlética de 20 km, em prova disputada no dia 1º de agosto de 2024. O marchador brasileiro completou o percurso em 1:19:09, 9ª melhor marca de sua carreira. O equatoriano Brian Pintado foi o campeão (1:18:55) e o espanhol Alvaro Martin, medalha de bronze (1:19:11).
Atleta olímpico em Londres-2012, Rio-2016 e Tóquio-2021, até então, sua melhor colocação era o quarto lugar nos Jogos do Rio.
Ganhou destaque no Mundial de Marcha Atlética por Equipes-2024, em Antalya, Turquia. Ao lado de Viviane Lyra, alcançou a vaga olímpica no revezamento misto da maratona da marcha atlética.
Quando parecia que o grande resultado do atleta brasiliense era a medalha de prata conquistada nos Jogos Olímpicos de Paris-2024, Caio foi campeão mundial em Tóquio, no Japão, em 2025.
Caio nunca parou de construir uma carreira sólida e teve um ano de 2025, absolutamente inesquecível. Foi o grande destaque do Mundial de Tóquio, disputado em setembro. Conquistou a medalha de ouro nos 20 km e a medalha de prata nos 35 km da marcha atlética na principal competição da temporada, tornando-se o atleta com o maior número de medalhas em Campeonatos Mundiais do atletismo brasileiro.
Em Tóquio, Caio alcançou a sua oitava participação em Mundiais. Até então, já tinha subido duas vezes ao pódio: foi medalha de bronze em Londres-2017 e Budapeste-2023. Passou a ter medalhas de todas as cores em Mundiais de Atletismo – ouro, prata e bronze –, podendo homenagear cada um de seus três filhos: Miguel, o mais velho; Theo, o do meio; e o pequeno Manuel, que nasceu em meio à preparação para o Mundial no Japão.
O 20º Campeonato Mundial de Atletismo começou com o Brasil no pódio: Caio Bonfim conquistou a medalha de prata na abertura da competição, no dia 12 de setembro de 2025, nos 35 km (2:28:55, melhor marca da temporada). O campeão foi o canadense Evan Dunfee (2:28:22) e o japonês Hayato Katsuki conquistou o bronze (2:29:16).
Depois da prata o marchador conquistou o inédito título mundial, sua quarta medalha em Mundiais e a 19ª do Brasil, no dia 19 de setembro de 2025. Caio Bonfim venceu com o tempo de 1:18:35, seguido pelo chinês Zhaozhao Wang (1:18:43) e pelo espanhol Paul Mc Grath (1:18:45).
Caio provou sua enorme capacidade de adaptação aos desafios para enfrentar uma temporada longa, com grandes desafios e excelentes resultados.
A estreia em 2025 foi no mesmo Japão em que se consagraria campeão mundial, no mês de fevereiro, no Campeonato Japonês de Marcha Atlética, em Kobe. Ficou em terceiro lugar e bateu o recorde brasileiro dos 20 km (1:17:37).
No Troféu Brasil 2025, em julho, melhorou o recorde nacional e sul-americano nos 20.000 metros, com 1:18:37.9 (o quarto melhor resultado da prova em todos os tempos).
Veio 2026 e o enorme desafio de marchar o Mundial de Marcha Atlética por Equipes em Brasília (Distrito Federal), ‘duplamente’ em casa, no Brasil e na capital federal – Caio vive em Sobradinho, cidade satélite.
O Mundial foi realizado pela primeira vez no Hemisfério Sul. E com novas distâncias: a meia maratona e a maratona de marcha atlética, que então passaram a ser provas do programa olímpico.
Caio Bonfim aumentou sua coleção internacional de vitórias e conquistou sua quinta medalha em Mundiais. No dia 12 de abril de 2026, levou a medalha de bronze na disputa da meia maratona no Campeonato Mundial de Marcha Atlética Caixa por Equipes 26. Lutou pela primeira posição até as duas últimas voltas, e fez o tempo de 1:27:36. O italiano Francesco Fortunato ganhou o ouro (1:27:25) e o etíope Misgana Wakuma o bronze (1:27:33).
Agora as quatro medalhas ganhas em Campeonatos Mundiais, em que são disputadas todas as provas do atletismo, se somavam ao seu primeiro pódio em um Mundial de Marcha Atlética, o mais antigo Mundial realizado pela World Athletics, cuja primeira edição foi disputada em 1961. A medalha de bronze enfim chegou, em sua oitava participação, e justamente em um campeonato realizado no quintal de sua casa. O bronze veio em Brasília.
Mais de 20 anos de trabalho e resiliência - Caio começou a brilhar internacionalmente no Mundial de Pequim, na China, em agosto de 2015, quando obteve o sexto lugar nos 20 km, o melhor resultado de um brasileiro na história do Campeonato, igualando o feito do catarinense Sergio Vieira Galdino, sexto em Stuttgart, na Alemanha, em 1993.
Ainda em 2015, em julho, em Toronto, no Canadá, ganhou a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos. E repetiu a conquista de Marcelo Moreira Palma, que ocupou a mesma posição no Pan-Americano de Havana-1991, em Cuba. Sua segunda medalha em Pan-Americanos, de prata, veio em Lima, no Peru, em 2019, também nos 20 km (1:14:10). Nos 50 km, após passar mal na prova, ficou em quarto lugar.
DNA da marcha – Marcha atlética é coisa de família para Caio Bonfim. Ele tem o DNA da marcha. Atleta do Centro de Atletismo de Sobradinho (CASO), de Brasília (DF), é filho do conceituado treinador João Evangelista de Sena Bonfim e da treinadora Gianetti Oliveira de Sena Bonfim – como atleta foi oito vezes campeã brasileira na marcha atlética.
Gianetti faz sucesso na função – foi eleita pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) a Melhor Treinadora do país em 2025 e Treinadora Destaque do Ano por três vezes consecutivas (2023, 2024 e 2025) do Prêmio Melhores do Atletismo.
Caio Bonfim também é campeão do Tour Mundial de Marcha Atlética da World Athletics de 2023 e 2024 e vice-campeão em 2022 e 2025 (é o circuito das principais competições de marcha atlética do mundo, equivalente à Liga Diamante para as provas de pista e campo).
Nos 35 km, quebrou o recorde brasileiro no Mundial do Oregon, Estados Unidos, com 2:25:14, no dia 24 de julho de 2022.
Caio é recordista brasileiro e sul-americano dos 20.000 m em pista, com 1:18:37.9, marca estabelecida em 31 de julho de 2025 no Troféu Brasil de Atletismo, em São Paulo. Essa marca é a 4ª melhor marca do mundo na história da distância.
Nos 20 km (rua), sua melhor marca e recorde brasileiro é 1:17:44, obtida em Taicang, na China, em março de 2024. Ao lado de Viviane Lyra foi quinto colocado no Mundial de Marcha Atlética por Equipes de Antalya, na Turquia, conquistando vaga olímpica para o Brasil na prova do revezamento misto de maratona de marcha atlética.
Em 2026 foi campeão da Copa Brasil Loterias Caixa de Marcha Atlética pela 15ª vez na categoria adulta, entre 20 e 35 km, em Brasília, Distrito Federal, a 22 km de casa – com os oito títulos da mãe Gianetti a família soma 23 títulos da competição.
Caio mantém e aumenta a tradição na marcha no Brasil. Além de Sergio Vieira Galdino e Marcelo Moreira Palma, outros marchadores fizeram a história da modalidade no País. Caso de Mário José dos Santos Júnior, prata nos 50 km no Pan-Americano de Santo Domingo-2003, na República Dominicana, e ex-recordista brasileiro da prova (3:55:36). E José Alessandro Bernardo Bagio, 13º colocado nas Olimpíadas de Atenas-2004, na Grécia, e em Pequim-2008, na China.
Caio Bonfim foi consagrado duas vezes como o Melhor Atleta do Ano – 2024 e 2025 – pelo Prêmio Brasil Olímpico, do Comitê Olímpico do Brasil (COB) – bicampeonato devido por suas medalhas olímpica (prata nos 20 km) e no Mundial de Tóquio (ouro nos 20 km e prata nos 35 km).
Caio Bonfim também foi agraciado com três troféus de Melhor Atleta do Ano pelo Atletismo Brasil (2023, 2024 e 2025). O tricampeonato veio no 5º Prêmio Melhores do Atletismo Loterias Caixa, realizado na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo, em janeiro de 2026.
A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) reconhece os melhores desempenhos de atletas, treinadores e clubes, em votação auditada e feita por treinadores, representantes das federações estaduais, convidados da área técnica do Comitê Olímpico do Brasil e jornalistas.
Caio agradeceu ao pai João Evangelista que "viu aquele menininho cheio de energia e colocou na marcha atlética, aos 10 anos". A mãe e treinadora Gianetti que aprimorou a sua técnica de marcha e a mulher Juliana que falou: "Caio, vai lá conquistar o mundo que eu seguro as pontas aqui".
O início – Caio começou a treinar em 2007. No começo, não queria, mas fez um teste, gostou e nunca mais saiu. Teve que superar um problema delicado de saúde, aos 2 anos. Por carência de cálcio, as pernas do menino começaram a entortar, e ele necessitou de uma cirurgia para corrigi-las.
Fez a operação quando tinha menos de 3 anos. Ao contrário do temor dos médicos, de que o problema poderia voltar, Caio cresceu normalmente - faz atividades físicas desde os 6 anos.
Ainda jovem, foi o quarto no Mundial de Juvenis (sub-20) na prova dos 10.000 m de Moncton-2010, no Canadá, e foi prata no Pan-Americano Juvenil de Port-of-Spain-2009, em Trinidad y Tobago.
Integra o Programa Ídolos Loterias Caixa do Atletismo.
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