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Corrida de Rua
Além de expor os desafios que enfrenta, o organizador destaca as inovações que vem acrescentando às corridas, principalmente depois do lockdown da pandemia.
Hugo Souza fala sobre as experiências da São Silvestre portuguesa
(foto: Bruno Barros/Fotop)
Hugo Miguel Souza, CEO da HMS Sports de Portugal e organizador da São Silvestre de Lisboa, veio a São Paulo para trocar informações no 3o Summit ABRACEO CBAt, realizado segunda e terça-feiras (31/3 e 1/4) no Mercado Livre Arena Pacaembu. Na apresentação sobre o panorama dos eventos esportivos, falou das diferenças na organização de corridas de rua, destacando impostos cobrados por várias instituições de seu país, além das exigências legais. Mas também apresentou sua busca por inovações, com nichos específicos e maior interatividade com participantes, valendo-se de projetos calcados em dados matemáticos, graças à sua formação como economista.
Se a São Silvestre de São Paulo completa 100 anos agora em 2025, com 15 quilômetros e cerca de 30 mil participantes, a mais antiga de Portugal – e disputada no fim de cada 31 de dezembro – chega ao meio século, em Amadora, município vizinho da capital, com dez quilômetros de percurso e batendo hoje em dois mil corredores.
Mas a São Silvestre de Hugo Souza é outra e mais recente: começou em 2008 e exige uma logística perfeita para ter todo seu aparato montado em apenas uma hora e meia, no último sábado de cada ano, para cerca de 14 mil inscritos em corrida de 10 quilômetros.
A prova se desenvolve a partir das 21 horas, na Avenida da Liberdade, ligação de um quilômetro entre a Praça dos Restauradores e Praça do Marquês de Pombal. Ali estão alguns dos principais hotéis da cidade e há interdição de passagem por quatro horas, o que também causa debates entre os que querem mudança de local e os que aprovam a beleza do percurso.
Para Hugo, são vários os desafios dos promotores de provas de rua, com cada vez mais eventos por todo o mundo, atletas mais heterogêneos e também mais exigentes, com maior número de mulheres e de jovens.
À parte as dificuldades com a atual falta de estabilidade de governo (a organização de eventos depende até de aprovação de leis no Parlamento), o promotor ainda critica as altas taxas cobradas – agora em suspensão – dos corredores por parte de sua Federação. Essa medida promove efeito contrário, quanto a uma maior participação nas provas. "É como tentar apanhar moscas com vinagre", compara. E no caso da Europa, os promotores de eventos estão se vendo em meio a cobranças de seguro e planos de contingência para eventuais atentados terroristas.
Com relação a inovações – até por conta do lockdown pela pandemia de Covid-19 –, Hugo Souza cita os nichos que foram encontrados, de provas para crianças, para corredores com seus pets, edições corporativas, para a faixa sênior... e extrapolaram para eventos em águas abertas, triatlo, swim run (modalidade surgida na Dinamarca e virando febre na Europa).
Também falou da atenção ao socorro médico, com motos e ambulância; das ativações com marcas e da interatividade da organização com os inscritos – como a possibilitando a escolha, por voto online, da cor de camisa a ser usada a cada São Silvestre de Lisboa.
Hugo ainda explicou que, de criança, seus inspiradores para se tornar ele mesmo um corredor, foram Carlos Lopes (campeão olímpico da maratona de Los Angeles 1984) e Rosa Mota – atletas bem conhecidos dos brasileiros. E contou que a atleta, seis vezes campeã da São Silvestre de São Paulo, aos 66 anos se recuperando de um problema de saúde, já declarou que quer vir participar da centésima edição da prova paulistana, no próximo 31 de dezembro.
As Loterias Caixa são a patrocinadora máster do atletismo brasileiro.
Publicado pela Plataforma SGE da Bigmidia - Gestão Esportiva com Tecnologia
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