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Marílson Gomes dos Santos e Carmem de Oliveira entram para o Hall da Fama da São Silvestre

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Corrida de Rua

O tricampeão da tradicional prova de 15 km que fecha o calendário do atletismo nacional (31/12), assim como a corredora que foi a primeira brasileira a vencer na fase internacional, em 1995, são homenageados juntamente com a portuguesa Rosa Motta, hexacampeã entre 1981 e 1986.

POSTADO EM: 29/12/2025
Imagem de capa da notícia: Marílson Gomes dos Santos e Carmem de Oliveira entram para o Hall da Fama da São Silvestre

Rosa Mota, Carmem de Oliveira e Marílson Gomes dos Santos: Hall da Fama

(foto: Divulgação)

Dois atletas nascidos no Distrito Federal, Maríson Gomes dos Santos, de Ceilândia, o único brasileiro tricampeão da Corrida Internacional de São Silvestre (2003, 2005 e 2010), e Carmem de Oliveira, de Sobradinho, a primeira brasileira a vencer a prova após sua internacionalização, em 1995, entraram para o Hall da Fama da emblemática corrida que fecha o calendário do atletismo nacional nesta quarta-feira (31/12), em sua centésima edição, em 15 km pelas ruas e avenidas de São Paulo. A portuguesa Rosa Mota, hexacampeã da São Silvestre entre 1981 e 1986, também entrou para o Hall da Fama.

O três se juntam a Paul Tergat, que inaugurou o Hall da Fama da São Silvestre neste ano de 2025. O queniano é pentacampeão da São Silvestre e o maior vencedor na prova masculina.

Marilson integra o Hall da Fama da Maratona de Nova York, uma das mais tradicionais do mundo, desde 2019 - foi bicampeão, tornando-se o primeiro sul-americano a ganhar, em 2006, e repetindo a vitória em 2008.

Nascido em Ceilândia, Distrito Federal, em 6 de agosto de 1977, teve uma trajetória profissional incrível. Treinado por Adauto Domingues, no SESI, de Santo André, e depois na BM&FBovespa, em São Caetano do Sul, fez carreira em pista - com talento, disciplina e obstinação - e depois uma transição de grande sucesso para as corridas de rua. Foi top 8 na maratona (5º colocado) nos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

"Eu tinha sido vice em 2002 e queria vencer. Tirei um peso das costas. A vontade de ser campeão era grande e fiquei muito feliz. A São Silvestre era muito diferente de tudo o que eu já tinha corrido no mundo. O povo gritando, a gente ia até a exaustão, até onde tinha força."

Na segunda participação o desafio de Marílson era o favoritismo e saber que poderia igualar o feito de fundistas talentosos como José João da Silva, bicampeão (1980 e 1985). E a pressão subiu muito para Marílson na prova de 2010. "A pressão era enorme, todo mundo assistindo, na tevê e nas ruas. Mas fiz a lição de casa, me preparei muito."

Nas pistas, dominou o pódio do Troféu Brasil nos 5.000 m e 10.000 m por uma década. Ainda hoje é o recordista sul-americano dos 10.000 m (27.28.12).

Alegria e sofrimento - As mulheres participaram da São Silvestre pela primeira vez em 1975. Nascida em 17 de agosto de 1965, Carmem de Oliveira carregava a pressão de quatro vice-campeonatos e de ter condições de quebrar o tabu de ser a primeira brasileira a vencer a corrida - foi campeã pan-americana dos 10.000 m em Mar Del Plata 1995.

"Mesmo sendo a melhor atleta de fundo, de pista, a São Silvestre... Todos paravam para assistir. 'Quem é que vai ganhar? Vai dar um brasileiro?' Era um sentimento gostoso, mas que me causou muito sofrimento: quatro vezes vice, quatro vezes ali na portinha para ganhar e vem uma queniana, uma portuguesa, uma mexicana e passa, muito sofrido. E aquela loucura de 20 anos sem uma brasileira, sem ter um nome feminino ali no primeiro lugar. Para mim, ela tem esse lado maravilhoso de coroar a minha carreira."

Carmem lembra de detalhes da conquista. Corria na frente, com mais duas brasileiras, e perto dos 10 quilômetros "uma queniana faz um movimento brusco, abre quase 300 metros". "E ali eu fiquei meio assim, um pouco em dúvida se largava o grupo e acompanhava ou ficava no grupo. Essa poderia ser a atleta que ali iria embora, mas passou assim mais ou menos um quilômetro e ela começa a cair, olhar para trás e volta. No que ela chega no bloco de novo, eu falei, opa, agora chega, agora é minha vez, eu vou embora antes que venha uma outra", conta Carmem, que abriu mesmo antes da subida da Brigadeiro Luiz Antonio e sabendo que subir não era o seu forte.

Ainda temeu por pegar uma bandeira antes da hora, oferecida por um rapaz a cerca de 500 metros da chegada, que começou a correr ao seu lado já na Paulista. "E esse rapaz me deixou nervosa. Se eu pego essa bandeira e depois vem uma e me passa, como é que vai ficar a minha história? Peguei faltando uns 10 metros de tão nervosa. Antes de abrir eu viro para trás, olho e não visualizo a atleta que está em segundo lugar: abro a bandeira e vibro."

Carmem ainda é a recordista brasileira dos 10.000 m, com a marca de 31.47.76, feita em Stuttgart, Alemanha, em 1993. É recordista sul-americana dos 5 km (15.39, 6/6/1992), 10 km (32.03, 4/6/1994) e dos 15 km (34.38, 26/2/1994), todos em corridas de rua.

Selo Ouro - A Corrida Internacional de São Silvestre tem Selo Ouro e Permit número 40/2025 da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).A edição de 2025 é a centésima - o evento foi idealizado pelo jornalista Cásper Líbero em 1925 e se manteve forte, reunindo atletas profissionais e amadores.

Um total de 55 mil corredores estão inscritos nesta edição que larga às 8:05 desta quarta-feira (31/12), da Avenida Paulista (número 2.084), percorre 15 km por ruas e avenidas de São Paulo e chega 15 km depois na mesma Paulista (número 900). 

Mais informações: https://www.saosilvestre.com.br/

As Loterias Caixa e a Caixa são patrocinadoras máster do Atletismo Brasil.

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