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Marcha Atlética
Fernando, que foi marchador por quatro décadas, morreu aos 90 anos, em 9 de janeiro, ainda acompanhando os resultados de Caio Bonfim e a visibilidade da prova no Brasil como contou em entrevista registrada pela CBAt na marca de um ano do Mundial de Marcha, que será dia 12 de abril, em Brasília.

Fernando Elias morreu aos 90 anos: história de quem escolheu praticar a marcha por quatro décadas
(foto: Arquivo pessoal)
O paulistano Fernando Elias, o "demolidor de recordes" da marcha atlética, morreu aos 90 anos no último dia 9 de janeiro de 2026, mas antes teve a satisfação de ver a marcha atlética do Brasil, prova a qual se dedicou por mais de 40 anos, ser reconhecida a ponto de ganhar a sede de um Mundial da World Athletics - será no dia 12 de abril de 2026, em Brasília (DF).
Fernando Elias teve grande importância para a marcha atlética. Era considerado um fenômeno da marcha atlética que disputou por quatro décadas, até 2013. Acompanhava as competições esportivas que a tevê mostrava e tinha a expectativa pelo Mundial de Marcha Atlética por Equipes, em Brasília, no dia 12 de abril.
Fernando Elias está sepultado no Cemitério Sagrado Coração de Jesus, em Camilópolis, Santo André. E deve ser lembrado como um precursor no atletismo porque escolheu a marcha atlética numa época em que a prova tinha pouquíssimos praticantes e era pouco conhecida no Brasil.
Por volta dos anos 1970, ele surgiu como um fenômeno que derrubava recordes atrás de recordes: paulistas, brasileiros, sul-americanos. Mesmo sem chegar a uma Olimpíada, como sonhava (vaga que escapou em um Sul-Americano), Fernando Elias ficou conhecido como "O Demolidor de Recordes", pelas dezenas de quebras de marcas paulistas e brasileiras que bateu, com 33 homologadas (em 1973, venceu 30 provas oficiais).
Morando na Mooca, bairro de São Paulo, ele foi incentivado à prática esportiva pelo amigo Félix, goleiro da histórica seleção brasileira de futebol da Copa do México-1970. Fernando começou pelas corridas, como a tradicional São Silvestre. Depois, já morando em Santo André foi funcionário e atleta da Pirelli (onde ficou por 21 anos) e seguia para Santos nos fins de semana pra fazer corridas de rua. A marcha praticava em um terreno de casa – com apenas 24 metros de extensão para voltas que somavam dezenas de quilômetros.
Segundo seus próprios cálculos, em 2005 já havia percorrido mais de 21 mil quilômetros marchando – ou meia volta na Terra –, e ainda seguiu na modalidade por mais oito anos.
Em entrevista à Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), publicada em 15/4/2025 para marcar um ano até o Mundial de Marcha Atlética por Equipes em Brasília (DF), disse que chegou a competir na mesma prova que Caio Bonfim, que ficava feliz pelos resultados do atleta que é medalhista olímpico e campeão mundial e pela marcha ganhar mais visibilidade.
CONFIRA A ENTREVISTA DE FERNANDO ELIAS
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Publicado pela Plataforma SGE da Bigmidia - Gestão Esportiva com Tecnologia
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