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Claudinei Quirino será embaixador da Casa Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno

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Atletismo Brasil

O medalhista olímpico com o revezamento 4x100 m do Atletismo Brasil foi o primeiro atleta brasileiro a disputar os Jogos Olímpicos de Verão e de Inverno (Turim 2026, no bobsled) e agora volta a Itália para atuar com o público e ser exemplo para as jovens gerações.

POSTADO EM: 03/02/2026
Imagem de capa da notícia: Claudinei Quirino será embaixador da Casa Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno

Claudinei Quirino (1º à esquerda) com ídolos velocistas na festa do Prêmio Melhores do Atletismo

(foto: Gustavo Alves/CBAt)

O medalhista olímpico Claudinei Quirino será embaixador da primeira Casa Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, que começam na sexta-feira, dia 6 de fevereiro. Isabel Clark, do snowboard, e Bruno Fratus, da natação, são os outros dois embaixadores nomeados pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) para atuar com o público, na Casa Brasil - espaço de relacionamento e de divulgação da cultura brasileira - e no ambiente dos Jogos Olímpicos de Inverno.  

A Casa Brasil, instalada em Milão (ITA), vai funcionar de 6 a 21 de fevereiro e terá uma programação própria, divulgada no site https://casabrasilmilano.com.br/.

Ganhador da medalha de prata no revezamento 4x100 m nos Jogos de Sydney 2000, Claudinei Quirino disputou os Jogos Olímpicos de Verão e de Inverno. Na edição de Turim 2006, integrou a equipe de bobsled em um dos momentos mais icônicos da história dos esportes de gelo do Brasil. Além da prata em Sydney tem mais três medalhas conquistadas em Mundiais, incluindo a de prata individual nos 200 metros no Mundial de Sevilha-1999.

"Representa o reconhecimento de uma trajetória construída com dedicação, valores e amor pelo esporte. É uma honra contribuir, levando adiante os princípios olímpicos e inspirando novas gerações. Vamos torcer para que nossos atletas tenham excelentes resultados", afirmou Claudinei, que tem 55 anos.

Claudinei Quirino precisou superar dificuldades enormes na vida para construir uma carreira sólida no atletismo e ser um dos maiores velocistas da história do Brasil. Nascido em Lençóis Paulista (SP), viveu dos 2 até os 17 anos num orfanato em Pirajuí (SP), depois da morte de sua mãe, Aparecida Calixto. Quando deixou a instituição, trabalhou como pedreiro, chapeiro e frentista até descobrir o esporte aos 21 anos. 

Tinha quase 29 anos quando chegou à melhor fase da carreira.  A temporada de 1999 começou com vitória dupla no GP Brasil Caixa, no Rio. Ganhou os 100 m (10.29), os 200 m (20.47) e garantiu a qualificação para os jogos Pan-Americanos de Winnipeg (CAN) e o Mundial de Sevilha (ESP).

Claudinei cravou 20.00 nos 200 m para ficar com a medalha de prata no Mundial de Sevilha – o norte-americano Maurice Greene ganhou o ouro. Em Munique, na Alemanha, um mês depois, fez 19.89 nos 200 m, derrotou o campeão mundial Maurice Greene por 0.01, no IAAF Grand Prix Final. Com a marca também melhorou em sete centésimos o recorde sul-americano, que pertencia a Robson Caetano havia uma década.

Claudinei fez uma campanha excepcional no Pan de Winnipeg com ouro nos 200 m e no 4x100 m, prata no 4x400 m e bronze nos 100 m. 

Nos Jogos Olímpicos de Sydney 2000 foi sexto colocado nos 200 m e decisivo para a medalha de prata do Brasil no revezamento 4x100 m (37.90). O feito completou 25 anos em 30 de setembro de 2025. Vicente Lenílson, Edson Luciano Ribeiro, André Domingos e Claudinei Quirino ficaram atrás apenas dos Estados Unidos. Deixando Cuba e Jamaica para trás. Cláudio Roberto de Souza participou das eliminatórias e o time teve Raphael Raymundo na reserva. A passagem de bastão daquela equipe, que tinha Jayme Netto como técnico, era considerada a melhor do mundo.

Atletismo no bobsled - A equipe de bobsled, que já está na vila olímpica de Cortina D'Ampezzo desde domingo (1/2) é liderada pelo piloto do trenó brasileiro Edson Bindilatti, de 46 anos, que disputa sua sexta edição de Jogos Olímpicos (Davidson de Souza, o Boka, Luís Bacca, Rafael Souza e Gustavo Ferreira completam o time). Edson Bindilatti tem origem esportiva no atletismo - construiu carreira como decatleta e foi assistente-técnico de Elson Miranda, treinador de Fabiana Murer, no salto com vara, antes de migrar para o bobsled.

Desde que o bobsled passou a disputar seriamente temporadas no exterior Bindilatti busca os componentes da equipe no atletismo, o esporte base, especialmente para a corrida rápida na partida do trenó.

As Loterias Caixa e a Caixa são patrocinadoras máster do Atletismo Brasil.

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Publicado pela Plataforma SGE da Bigmidia - Gestão Esportiva com Tecnologia

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