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Em encontro com a imprensa neste sábado (11/4), em Brasília (DF), o presidente da World Athletics disse que o objetivo da entidadé levar competições de atletismo a todos os continentes do mundo. "É um momento histórico ter um evento deste no Brasil", disse Wlamir Motta Campos, presidente da CBAt

Os marchadores Evan Dunfee, Viviane Lyra, Caio Bonfim, Paula Milena Torres e Perseus Karlström
(foto: Gustavo Alves/CBAt)
Sebastian Coe, presidente da World Athletics, contemporâneo do campeão olímpico Joaquim Cruz na disputa de provas de meio fundo e atualmente no comando do atletismo mundial, abriu a conferência de imprensa do Campeonato Mundial de Marcha Atlética Caixa por Equipes 26, neste sábado (11/4), no auditório do Museu Nacional da República, em Brasília, Distrito Federal. O britânico destacou a importância do campeonato, que tem tradição no calendário mundial, e será realizado pela primeira vez no Hemisfério Sul.
A disputa, que reúne mais de 300 atletas de 40 países, será realizada a partir das 6:45 deste domingo (12/4), com a disputa das provas no Eixo Monumental. A competição terá a estreia das novas distâncias da marcha atlética – maratona (42,195 km) e meia maratona (21,097 km) – em um evento da World Athletics, além da prova de 10 km para atletas sub-20. O Mundial por Equipes será transmitido ao vivo pelo SporTV, com flashes na TV Globo durante o Esporte Espetacular.
"Este evento começou em 1961 e vem pela primeira vez para a América do Sul, para o Hemisfério Sul. Vamos passar por diferentes continentes neste ano com os eventos da World Athletics Series”, disse Coe, citando competições como o Mundial de Revezamentos, que será em Gaborone, Bostuana, na África, e o de Corrida de Rua, em Copenhague, na Europa, bem como competições de pista que vão a países da Ásia. Agradeceu ao Governo Federal e ao Governo do Distrito Federal pelo apoio para trazer a competição a Brasília.
E com muito bom humor, o britânico lembrou de suas disputas com Joaquim Cruz nos anos 1980. "É a primeira pergunta que estou recebendo numa conferência de imprensa no Brasil que não é sobre Joaquim Cruz", brincou. Coe disputou a final dos 800 metros dos Jogos Olímpicos de Los Angeles-1984 – Joaquim Cruz foi campeão, com 1:43:00, e o britânico ficou com a prata. Coe ainda brincou que a execução do Hino Nacional brasileiro no estádio olímpico de Los Angeles demorou mais do que o tempo de prova.
Wlamir Motta Campos, presidente do Conselho de Administração da CBAt, destacou o momento especial que vive o Atletismo Brasil ao receber um Campeonato Mundial. “É um momento histórico ter um evento deste porte pela primeira vez no Brasil, no Hemisfério Sul. É uma grande honra receber o Mundial. Quero agradecer ao Governo do Distrito Federal, ao Ministério do Esporte e à Caixa que garantiram o evento. Quero agradecer também às equipes da Federação do Distrito Federal, do Comitê Organizador Local e da própria CBAt. Sebastian Coe é exemplo e referência. Estamos confiantes de que este evento será histórico para a marcha atlética no Brasil e na América. Ficará para sempre nas nossas memórias.”
Iziane Castro, secretária nacional de excelência esportiva do Ministério do Esporte, representou o ministro Paulo Henrique Cordeiro, e lembrou sobre a importância do Bolsa Atleta do Governo Federal para o esporte brasileiro, incluindo os atletas das marcha atlética.
Celina Leão, governadora do Distrito Federal, deu boas vindas aos mais de 300 atletas de 40 países que competem em Brasília, a "capital dos grandes eventos". Renato Junqueira, secretário de Esporte e Lazer do Distrito Federal, elogiou o trabalho que levou o Brasil a sediar o Mundial. "Muito se deve ao trabalho do Caio Bonfim, da Gianetti e do João Sena. O Brasil vive um momento diferenciado do esporte e Brasília não fica para trás. Foi um investimento de quase 5 milhões do Governo do Distrito Federal e será um feito histórico. Parabéns a World Athletics, a CBAt e a Federação local, e sejam bem-vindos ao Brasil e a Brasília."
Os marchadores brasileiros Caio Bonfim (CASO-DF) e Viviane Lyra (Praia Clube-CEMIG-Exército-Futel-MG) também falaram com a imprensa, assim como o canadense Evan Dunfee, o sueco Perseus Karlström e a equatoriana Paula Milena Torres.
Campeão mundial dos 20 km e vice-campeão dos 35 km em Tóquio-2025, e vice-campeão olímpico dos 20 km em Paris-2025, o brasiliense Caio Bonfim, de 35 anos, disputa em casa o seu oitavo Mundial por Equipes. Ele competirá a distância da meia maratona, com largada às 11:05.
"Desde quando saiu que o Brasil e Brasília seriam sede do evento já veio a responsabilidade. Para todo mundo é uma festa, mas para mim é um dia de prova. É um prazer divulgar a marcha do meu país. Amanhã espero estar bem. Sei do nível do Mundial, então o que eu posso prometer é que eu trabalhei muito para chegar na melhor forma possível".
Caio Bonfim também aproveitou a coletiva de imprensa para homenagear dois ex-atletas que estão presentes em Brasília e foram uma referência para ele: o brasileiro Sérgio Galdino, pioneiro da marcha no país, e o equatoriano Jefferson Pérez, campeão olímpico em Atlanta-1996 e tricampeão mundial (2003, 2005 e 2007) dos 20 km. "São duas pessoas muito importantes para a minha carreira, referências".
A atleta olímpica Viviane Lyra está na equipe da maratona feminina, prova que abre a programação, às 6:45. "É um grande prêmio estar aqui representando a marcha brasileira. A equipe é muito unida, muito determinada e com muito propósito. Cada atleta que conquistou a vaga tem uma trajetória linda, de superação de dificuldades e obstáculos".
A marchadora está confiante na sua performance e das competidoras. "Eu gosto das grandes distâncias. Eu competi nos 35 km no passado e agora estou feliz de ter a oportunidade de fazer a maratona em casa. É incrível, porque a maratona é uma distância mágica, e desafiadora, de dar tudo o que tem. Estou muito feliz."
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