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Time formado por Viviane Lyra, Gabriela Muniz, Mayara Vicentainer, Elianay Santana e Thaissa Gabrielle foi responsável pela conquista da medalha na competição realizada em Brasília, neste domingo (12/4). Na disputa individual, Viviane Lyra teve a melhor colocação brasileira, com o 5º lugar.

Equipe feminina da maratona vai ao pódio: bronze e celebração por medalha inédita
(foto: Gustavo Alves/CBAt)
O Brasil subiu ao pódio por equipes pela primeira vez em um Mundial de Marcha Atlética. Neste domingo, 12 de abril, o time feminino da maratona conquistou a medalha de bronze do Campeonato Mundial de Marcha Atlética Caixa por Equipes 26, realizado em Brasília, Distrito Federal.
É o melhor resultado do país na competição, que começou a ser disputada em 1961. Até então, o 5º lugar da equipe feminina dos 35 km, obtido no Mundial de Muscat (Omã), em 2022, era a melhor posição brasileira por equipes em Mundiais.
Confira todos os resultados do Mundial por Equipes de Brasília no site da World Athletics
A equipe feminina foi representada por cinco marchadoras: Viviane Lyra (Praia Clube-CEMIG-Exército-Futel-MG), Gabriela de Sousa Muniz (CASO-DF), Mayara Vicentainer (Instituto Atletismo do Balneário Camboriú-SC), Elianay Santana Barbosa (CASO-DF) e Thaissa Gabrielle Cunha (Fundação Casa da Cultura e Esportes de Jundiaí-SP).
Na disputa individual, Viviane Lyra terminou na 5ª colocação, seu melhor resultado na competição, com o tempo de 3:34:53. Gabriela de Sousa Muniz foi a 11ª colocada e Mayara Vicentainer terminou com o 12º lugar. As duas marchadoras fizeram seus recordes pessoais na distância, com as marcas de 3:46:07 e 3:47:09, respectivamente. Elianay e Thaissa não terminaram a prova.
"Cada uma da equipe tem a sua trajetória e a gente compartilhou muito isso, as nossas histórias, e isso fortaleceu muito o grupo. Eu estou muito feliz, muito grata. A torcida foi maravilhosa, passou uma grande energia. Além da medalha inédita, conquistar uma 5ª colocação em casa, foi incrível. Eu entreguei tudo o que tinha hoje", disse Viviane, que disputou seu terceiro Mundial por Equipes e igualou sua melhor posição. Na edição de Antalya-2024, ela foi 5ª na maratona de revezamento misto, em parceria com Caio Bonfim.
A marchadora de 32 anos superou uma pubalgia surgida no período de preparação para o Mundial. As dores, que sumiram dez dias antes da prova, retornaram durante os 42 km da maratona. "Eu tive muitas dores. Entre o km 28 e o 30 foi bastante difícil, mas eu não queria desistir, porque eu carregava toda uma nação comigo. Foi um processo bem difícil, tive momentos de dúvida, nem sabia se conseguiria competir. Tive que trabalhar a paciência."
Gabriela Muniz, de 23 anos, é a mais jovem da equipe. Em seu terceiro Mundial por Equipes, a marchadora foi convencida a disputar a maratona – na Copa Brasil, em janeiro, realizada no mesmo circuito do Mundial, ela foi campeã da meia maratona. Neste domingo, ela marchou a distância dos 42 km pela primeira vez na carreira.
"Desde o ano passado as meninas já vinham plantando uma sementinha, perguntando se eu faria a maratona no Mundial, para a disputa por equipe. Ao longo dos meses isso foi se tornando real, e pensar em uma medalha começou a ser possível. Hoje foi um grande sonho realizado, não só para mim, mas para as meninas, para o Brasil, e para toda a equipe que faz parte do trabalho com a marcha. Foi a minha primeira maratona, uma prova que eu nunca tinha feito e que não sabia como seria. Mas eu dei o meu melhor e estou muito feliz."
Mayara Vicentainer, assim como Viviane e Gabriela, disputou seu terceiro Mundial. A diferença é que ela esteve presente nas três melhores campanhas por equipes do Brasil na competição: além do bronze, conquistado neste domingo, foi 5ª colocada no time dos 35 em Muscat (Omã), em 2022, e 6ª nos 20 km em Antalya (Turquia) em 2024.
"São vários pontos para a gente se sentir orgulhosa. É uma medalha conquistada em um Mundial na nossa terra, com a nossa torcida, com nosso clima, e nossa equipe toda unida – as meninas e os treinadores. Trazer essa medalha, esse 3º lugar, que é algo inédito, é inexplicável. Eu fiz parte das equipes que tinham conquistado as duas melhores posições do Brasil, em Omã e na Turquia. Estar nessa equipe também, com essas meninas maravilhosas, em uma prova super difícil, é maravilhoso. Estou sem palavras."
Uma das pioneiras das longas distâncias da marcha atlética – disputou as provas de 50 km para mulheres –, Elianay Pereira, de 41 anos, celebrou a conquista por equipes em casa, diante da família. Por causa de dores nos glúteos, não conseguiu terminar a prova, mas comemorou a medalha de bronze em seu 6º Mundial. "Eu queria ter terminado, mas no km 20 senti uma fisgada muito grande no glúteo. Parei por duas vezes, fiquei mais de sete minutos fazendo gelo, tentando voltar, mas não consegui", disse a marchadora do CASO-DF, que vai se despedir da carreira como atleta após o Troféu Brasil, em julho.
Na maratona masculina, Paulo Henrique Ribeiro (AABLU-SC) teve a melhor colocação individual brasileira. Ele terminou na 31ª posição, com 3:21:26, sua melhor marca pessoal na prova – havia competido os 20 km no Mundial de Antalya, em 2024. A equipe brasileira terminou na 10ª colocação. "Sofri no finalzinho, faltou um pouco de ar, deu vontade de chorar, mas no geral me senti super bem por estar ao lado de atletas campeões mundiais e olímpicos", comentou Paulo.
Agora vai focar na disputa do Troféu Brasil e em obter índice para o Mundial de Pequim (China), em 2027. "Quero fazer uma base para provas mais longas para depois iniciar o ciclo olímpico para Los Angeles 2028". Na disputa olímpica, a marcha atlética terá apenas a prova de meia maratona.
Publicado pela Plataforma SGE da Bigmidia - Gestão Esportiva com Tecnologia
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