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Atletismo Brasil
Morreu aos 68 anos, nesta sexta-feira (17/4), em São Paulo, o 'Mão Santa', o brasileiro que é o maior cestinha olímpico de todos os tempos. Fica o legado de amor ao basquete e a seleção brasileira: abriu mão de jogar na NBA e optou por vestir a camisa da seleção.

Oscar, com o Troféu Adhemar Ferreira da Silva recebido em 2019
(foto: COB/Divulgação)
A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) lamenta a morte do ídolo do esporte olímpico nacional Oscar Schmidt, nesta sexta-feira (17/4), aos 68 anos, em São Paulo. A comunidade do Atletismo Brasil apresenta votos de profundo pesar a familiares, amigos, fãs e representantes do basquete. O 'Mão Santa', como ficou conhecido por sua precisão nos arremessos, Oscar foi recordista brasileiro em participações olímpicas no basquete - esteve em cinco Jogos Olímpicos seguidos e se despediu em Atlanta-1996 - e é o maior cestinha da história do basquete olímpico, com 1.093 pontos.
Oscar, que vivia em Santana do Parnaíba (SP) teve uma parada cardiorrespiratória, chegando ao Hospital Municipal Santa Ana sem vida. Oscar Schmidt conviveu com um tumor cerebral por muitos anos, desde 2011.
Deixa a mulher Cristina - casado desde 1981, era com a ajuda dela que treinava arremessos, incansavelmente, em treinos solitários - e dois filhos, Filipe e Stephanie. Ele brincava quando dizia "que famoso agora" era o irmão, o jornalista Tadeu Schmidt, "que trabalhava na TV".
Oscar foi representado pelo filho Filipe Schmidt na cerimônia de ingresso no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB) no início de abril. Ao agradecer a homenagem relembrou algo que o pai falou muitas vezes: do orgulho que sentia ao vestir a camisa da seleção brasileira. Oscar recusou convite para jogar na NBA, porque a liga norte-americana de basquete era profissional e não reconhecida pelo movimento olímpico, para atuar na seleção brasileira.
Oscar Daniel Bezerra Schmidt nasceu em 16 de fevereiro de 1958, em Natal, no Rio Grande do Norte. Seu pai foi atleta do salto em altura pelo Fluminense e jogador de vôlei e ele cresceu em um ambiente onde o esporte era natural.
Jogou basquete por 25 temporadas: é o segundo maior pontuador da história do basquete, com 49.703 pontos, além de deter o recorde de maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos com 1093 pontos. Ao encerrar sua carreira somava 7.693 pontos em 326 partidas oficiais pela seleção (entre 1977 e 1996).
Começou a jogar basquete no Unidade Vizinhança de Brasília (DF) aos 15 anos. Ajudou o Sírio a ser campeão mundial de basquete, em São Paulo, em 1979. Jogou na Itália por anos, no Palmeiras, Flamengo e Corinthians.
Com a seleção, Oscar conquistou a medalha de bronze no Mundial das Filipinas, em 1978. Surpreendeu o mundo ao ser campeão pan-americano em Indianápolis-1987, nos Estados Unidos. Oscar e Marcel lideraram o Brasil na vitória contra o poderosíssimo Estados Unidos por 120 a 115.
Nos Jogos de Seul-1988 registrou a maior pontuação individual em uma partida da história olímpica: 55 pontos no jogo contra a Espanha. E fez a incrível média de 42,5 pontos por jogo em uma edição olímpica.
Oscar era jogador sinônimo de talento, dedicação e excelência, além de carisma e inspirou gerações. Integra o Hall da Fama da FIBA e também o Hall da Fama da NBA, mesmo sem nunca ter atuado na liga. Reconhecido por sua genialidade e impacto global, foi eleito um dos 100 maiores jogadores de basquete de todos os tempos.
Em 2019, foi homenageado pelo COB com o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, por sua dedicação incansável ao aperfeiçoamento dos fundamentos, a eficiência técnica e física e o espírito coletivo, durante o Prêmio Brasil Olímpico. Seu legado será lembrado para sempre pelo amor ao basquete e ao esporte olímpico.
As Loterias Caixa e a Caixa são patrocinadoras máster do Atletismo Brasil.
Publicado pela Plataforma SGE da Bigmidia - Gestão Esportiva com Tecnologia
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