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Atletismo Brasil
Wlamir Motta Campos, presidente do Conselho de Administração, reforçou o esporte como setor relevante da economia, levou o exemplo da parceria da CBAt com São Paulo para a operação da pista do Ibirapuera, capacitar 1.600 professores e levar o miniatletismo para 600 mil estudantes da escola pública.

Wlamir Motta Campos fala sobre a relevância do esporte na economia nacional
(foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados debateu, em audiência pública realizada na terça-feira (7/7), em Brasília (DF), como o esporte pode ter peso ainda mais relevante na economia brasileira. O setor, que movimenta mais de 20 áreas da economia, foi o tema da audiência que teve a participação de parlamentares, gestores e especialistas - a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) foi a única entidade gestora dos esportes olímpicos convidada. Os debatedores discutiram como políticas públicas permanentes e investimentos no esporte poderiam gerar mais empregos, fortalecer a indústria nacional e cadeias produtivas.
Wlamir Motta Campos, presidente do Conselho de Administração da CBAt defendeu que o Brasil precisa transformar esse potencial do esporte em agenda legislativa e regulatória. Colocou que o esporte está entre os segmentos mais relevantes da economia brasileira, superando setores tradicionais, como o têxtil e de calçados.
"A cadeia produtiva do esporte abrange a fabricação de equipamentos, infraestrutura, mídia, patrocínio, saúde preventiva, entretenimento, criando um ecossistema econômico multissetorial, com alto potencial de crescimento sustentável, com geração de emprego e renda", comentou.
"Gera empregos - mais de 3 milhões de postos de trabalho na cadeia produtiva. Empregos diretos, pelas atividades esportivas e suas organizações - clubes, federações, confederações, academias, escolas de esportes, atletas, técnicos, árbitros, gestores, profissionais de educação física, fabricantes. E empregos indiretos, sustentados por cadeias de fornecedores e serviços correlatos, nas áreas de turismo esportivo, hotelaria, mídia, transmissão, marketing, jornalismo esportivo, publicidade, agências de patrocínio, construção e manutenção de instalações esportivas, saúde, fisioterapia, medicina esportiva", citou Wlamir, fazendo o recorte do setor. "Somos uma potência e temos que trabalhar como tal, espelhados no mercado global", frisou.
Trouxe números mundiais - o esporte movimenta US$ 2,3 trilhões por ano - e a importância do mercado esportivo na América do Norte, Europa, Ásia-Pacífico e América Latina, projeções para 2050, falou sobre segmentação do mercado esportivo (infraestrutura, mídia e direitos, produtos de varejo, eventos e turismo esportivo), legados e impacto econômico da Copa do Mundo e Olimpíada no Brasil.
Deixou o exemplo do acordo feito pelo Atletismo Brasil com a rede de educação do Estado de São Paulo para capacitar 1.600 professores e ampliar o miniatletismo para 600 mil estudantes nas escolas paulistas. E citou a revitalização do estádio Ícaro de Castro Mello, o Ibirapuera, que ganhou uma nova pista, de nove raias e certificação Classe 1 pela World Athletics, um investimento do Governo do Estado de R$ 90 milhões que terá operação técnica da CBAt. "Conseguimos que o Estado passasse a gestão para a CBAt, vai ser um case", disse Wlamir, que foi aplaudido.
Disse que a CBAt também defende a revitalização do estádio Célio de Barros, no Rio de Janeiro - a pista virou estacionamento e pediu apoio dos deputados. "É um recorte importante e necessário, porque a vontade política que nós tivemos em São Paulo, não temos no Rio."
Defendeu a criação "de um ambiente jurídico moderno, atrativo e transparente para investidores nacionais". Citou a análise de vetos à Lei Geral do Esporte, a adoção de incentivos tributários. "Não é possível que a Lei Geral do Esporte, aprovada há três anos e um mês, nós ainda não tenhamos apreciados os vetos. Destaco o veto do impedimento para que a gente possa importar equipamentos e implementos sem tributos. Nós precisamos da isenção tributária para equipamentos e implementos", disse Wlamir.
Defendeu ainda o fortalecimento do Fundo Nacional do Esporte, a parceria público-privada e maior integração entre esporte e educação. "Nós vamos capacitar 1.600 professores, 400 por semestre, com o objetivo de levar o miniatletismo para dentro da escola pública no Estado de São Paulo e impactar 600 mil crianças em 20 meses", reforçou Wlamir.
A CBAt também contou com a presença de Ricardo Vidal, assessor institucional em Brasília, que atua na agenda político-esportiva da modalidade em Brasília.
A presidente do Instituto Sou do Esporte, Fabiana Bentes, apresentou os dados mais recentes do estudo sobre o Produto Interno Bruto do setor: o esporte respondeu por R$ 183,4 bilhões da economia brasileira em 2023, o equivalente a 1,69% do PIB, com mais de 3,3 milhões de empregos gerados.
Também participaram do encontro, dentre outros envolvidos com o tema, Matheus Bacelo de Figueiredo, pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB); o consultor Ricardo Paolucci, que abordou o avanço da Lei de Incentivo ao Esporte (6.664 projetos em 2024, com captação de R$ 1,4 bilhão em 2025); Daniel Krutman, CEO da Ticket Sports (informou que o número de praticantes de corrida no Brasil passou de 9 milhões em 2022 para 14,6 milhões em 2026); Giovanni Rocco Neto, do Ministério do Esporte; Renato Cohen, da Maratona do Rio de Janeiro; e João Moretti, do Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva.
O deputado federal Luiz Lima, autor do pedido da audiência pública, defendeu que o esporte seja espaço de convergência social e suprapartidário, pela capacidade de reunir pessoas com visões diferentes em torno de objetivos comuns.
As Loterias Caixa e a Caixa são patrocinadoras máster do Atletismo Brasil.
Publicado pela Plataforma SGE da Bigmidia - Gestão Esportiva com Tecnologia
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