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Troféu Brasil
Campeão mundial e medalhista olímpico, Piu brilhou no último dia de disputas do Troféu Brasil, no Ibirapuera, neste domingo (26/7): conquistou seu primeiro título brasileiro na prova em que é especialista com o tempo de 46.48, segunda melhor marca do mundo e quarto tempo da história da prova.

Alison dos Santos: ouro, com tempo excepcional, nos 400 m com barreiras
(foto: Gustavo Alves/CBAt)
Alison dos Santos, o Piu (Pinheiros-SP), estabeleceu a melhor marca do mundo de 2026 nos 400 metros com barreiras para conquistar seu primeiro título nacional na prova que é sua especialidade. O campeão mundial e medalhista olímpico fez o tempo de 46.48 na pista do estádio Ícaro de Castro Mello, neste domingo (26/7), último dia de disputas do 45º Troféu Brasil Interclubes Loterias Caixa de Atletismo 2026.
Piu, de 26 anos, entrou para a final como vice-líder do ranking mundial, com a marca de 46.72, obtida na etapa de Xiamen (China) da Diamond League, em 23 de maio. Às vésperas do Troféu Brasil, o recordista mundial, Karsten Warholm (Noruega), fez 46.61 ao vencer a Diamond League de Londres, em 18 de julho.
Agora, o brasileiro retoma a ponta da lista, com a segunda melhor marca da sua vida – atrás apenas do recorde brasileiro e sul-americano, 46.29, obtido na conquista do título mundial em Eugene-2022 – e o quarto melhor tempo da história da prova.
"Está mau o Troféu Brasil, né?", brincou Piu, sobre ter a marca de sua primeira conquista de título brasileiro apenas atrás do seu PB. "Deixei aqui um recorde legal, que vai durar um tempinho. A ideia é mostrar pra rapaziada que a gente pode mais, que a gente consegue chegar lá. Antes eu era mais um, e agora eu estou aqui quebrando recorde. Todos que correram essa final têm chance de correr igual ou mais rápido que eu. É confiar no processo, se entregar e dar o melhor pelo Brasil."
Alison afirmou que não entrou na prova com o objetivo de buscar a melhor marca do mundo, mas que estava pronto para correr rápido. Sua meta, disse, era fazer um tempo na casa dos 46 segundos. E ser campeão do Troféu Brasil, claro, para deixar de ser "a piada do grupo". Afinal, até essa edição, ele não tinha um título individual brasileiro – agora, é campeão brasileiro dos 400 metros e dos 400 metros com barreiras.
"Eu sabia que estava pronto para correr rápido. Mas, quando você está em um campeonato, não pensa no resultado. Pensa na colocação, pensa em conquistar. E era o que estava passando na minha cabeça antes da prova. Eu falei para o Felipão (Felipe de Siqueira, seu técnico) que eu queria correr rápido, na casa de 46 segundos. E decidi que ia arriscar, fazer minha corrida, para ver o que ia sair."
Piu lembrou que sua primeira medalha em um Campeonato Brasileiro foi na pista do Ibirapuera. Foi em outubro de 2015, no Campeonato Brasileiro Mirim (antiga denominação para a categoria sub-16), quando ele tinha apenas 15 anos – Piu conquistou o bronze nos 300 metros com barreiras. "Foi uma sensação incrível voltar para onde eu consegui minha primeira medalha de Campeonato Brasileiro, em 2015. E hoje, 2026, voltei brigando pelo ouro no Troféu Brasil. É maravilhoso."
Além disso, o estádio Ícaro de Castro Mello marcou a estreia da família do atleta em um estádio de atletismo: pela primeira vez, eles puderam ver o campeão correndo ao vivo. Aliás, para família, Alison não é Piu, mas Teco. "Nesse Troféu Brasil eu corri pela primeira vez na frente da minha família. É maravilhoso saber que a minha família e todo mundo que me conhece desde antes do atletismo, que nem me chama por Piu, estiveram prestigiando esse momento."
Atleta olímpico, Matheus Lima (Pinheiros-SP) foi o segundo colocado da prova, com o tempo de 47.97. Assim como Piu, ele também correu abaixo do antigo recorde do campeonato, 48.60, de 2009. "A gente veio pra correr rápido. Eu falei: se o Piu não bater o recorde, eu bato. Ia cair de qualquer jeito". Francisco Guilherme Viana (Orcampi-SP), campeão do Troféu em 2024 e 2025, foi bronze, com 49.38.
Matheus tem 23 anos, é treinado por Sanderlei Parrela, e conquistou sua segunda medalha nos 400 metros com barreiras no Troféu Brasil – foi bronze em 2023. "É muito gratificante correr essa prova. O Piu está em outro nível, mas eu sou mais novo, tenho muito a aprender, e sei que posso correr melhor do que corri hoje. A expectativa para esse ano é correr na casa dos 46s."
Dentro das pistas, Matheus e Piu são rivais. Fora da competição, o campeão mundial dá apoio e conselhos ao colega mais jovem. "Nas provas internacionais, como a Diamond League, em que eu estou e ele não, ele me dá motivação. Diz pra eu aproveitar a pista boa, diz que eu sou capaz e que eu tenho que ir para cima, sem medo. É uma amizade muito legal."
Confira os resultados do Troféu Brasil
As Loterias Caixa e a Caixa são patrocinadoras máster do Atletismo Brasil.
Publicado pela Plataforma SGE da Bigmidia - Gestão Esportiva com Tecnologia
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