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Atletismo Brasil
Em 15 de agosto de 2016 - numa noite com chuva, vento forte e muita apreensão - o brasileiro de Marília, então com 22 anos, fazia história em casa com um salto de 6,03 m, então o recorde olímpico e entrava para a seleta galeria dos campeões olímpicos do atletismo brasileiro.

Nos Jogos Olímpicos do Rio, em 15 de agosto de 2016, Thiago Braz da Silva, um jovem atleta de Marília, interior de São Paulo, brilhou diante da torcida brasileira. Há dez anos, Thiago conquistou a medalha de ouro no salto com vara com um salto histórico de 6,03 m, estabelecendo um novo recorde olímpico após arriscar uma altura que nunca havia atingido antes. A vitória foi obtida no Estádio do Engenhão, em uma noite marcada por chuva, vento forte, muita apreensão e inspiração, onde o brasileiro superou o favorito francês Renaud Lavillenie para alcançar a glória olímpica.
“Foi um sonho realizado, a realização de muitas coisas num dia só, bater o recorde olímpico, sul-americano, brasileiro, minha melhor marca pessoal... Foi um filme. Quando acordei sabia que tinha condições de brigar por uma medalha, não importava a cor. Já estava satisfeito quando vi que havia conquistado a prata, mas meu treinador (Vitaly Petrov) disse para eu passar para os 6,03 m. Agradeço todo o apoio que tive da minha família e dos meus patrocinadores. Foi muita dedicação, mudança de País, tudo para que este momento fosse possível” – Thiago Braz, em 15 de agosto de 2016.
O feito completa dez anos neste dia 15 de agosto de 2026. Thiago Braz entrou para o seleto grupo de brasileiros campeões olímpicos no atletismo, integrado também por Adhemar Ferreira da Silva (bicampeão no salto triplo), Joaquim Cruz (800 m) e Maurren Maggi (salto em distância).
Com 22 anos Thiago saltou 6,03 m, garantindo o novo recorde olímpico e deixando o francês Renaud Lavillenie, campeão nos Jogos de Londres-2012, em segundo lugar (5,98 m). O bronze foi conquistado pelo norte-americano Sam Kendricks (5,85 m).
Antes da prova, ventava forte no Engenhão. Apenas 10 minutos pós o início da competição, uma forte chuva interrompeu a disputa. Para complicar ainda mais, o equipamento que muda a altura do sarrafo apresentou problemas. Tudo fez com que Thiago precisasse esperar duas horas para dar seu primeiro salto.
Thiago começou saltando 5,65 m, marca ultrapassada logo na primeira tentativa. Precisou de dois saltos para superar 5,75 m. Em 5,85 m começava a decisão dos lugares no pódio , com cinco atletas na prova. Thiago ultrapassou o sarrafo de primeira. Nos 5,93 m precisou de duas tentativas garantindo então a medalha de prata. Restavam apenas Thiago e Lavillenie, que liderava.
Em uma decisão ousada, Thiago optou por não saltar os 5,98 m - marca superada pelo francês - e ir direito para os 6,03 m. Em um momento histórico para o atletismo brasileiro, superou a marca e estabeleceu o novo recorde olímpico. Lavillenie não conseguiu ultrapassar o sarrafo em 6,03 m e ficou com a medalha de prata.
O recorde olímpico de Thiago foi posteriormente quebrado pelo sueco Armand Duplantis no dia 5 de agosto de 2024, no Stade de France, durante os Jogos de Paris, com a marca de 6,25 m.
O talento de Thiago Braz já ficava evidente nas categorias de base. Ele foi campeão mundial sub-20 em Barcelona-2012, na Espanha, e medalha de prata nos Jogos Olímpicos da Juventude de Cingapura-2010.
Thiago Braz nasceu em 16 de dezembro de 1993, em Marília (SP), Thiago foi criado pelos avós. Ainda criança, vivenciou a separação dos pais, que se mudaram e com quem não manteve convivência. Ele também contou com o apoio do tio, que sonhava em ser atleta.
Começou a treinar aos 14 anos em sua cidade natal. Depois, morou em Bragança Paulista com a ajuda de Augusto Dutra, seu colega de treino e também saltador. No fim de 2010, passou a treinar com Elson Miranda, técnico e marido de Fabiana Murer. Para se manter, contou por alguns meses com o "patrocínio amigo" da própria Fabiana, integrando mais tarde a BM&FBovespa em São Caetano do Sul (SP).
Posteriormente, treinou em Formia, na Itália, sob o comando de Vitaly Petrov, treinador dos multicampeões Sergei Bubka e Yelena Isinbayeva.
Atualmente é filiado a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) pela Associação de Atletismo de Blumenau e tem como treinador Pedro Honorio Nascimento.
As Loterias Caixa e a Caixa são patrocinadoras máster do Atletismo Brasil.
Publicado pela Plataforma SGE da Bigmidia - Gestão Esportiva com Tecnologia
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