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Sul-Americano
Campeão mundial e medalhista olímpico usou sua experiência em provas de pista para conquistar o título, nesta quarta-feira (23/9), com 1:22:30.10, recorde brasileiro e sul-americano dos 21.097 m. No salto em altura, Atletismo Brasil garantiu o ouro com Fernando Ferreira e o bronze com Thiago Moura.

Caio Bonfim vence duelo com Hurtado para ficar com o ouro na meia maratona de marcha atlética
(foto: Alexandre Loureiro/COB)
O campeão mundial e medalhista olímpico Caio Bonfim (CASO-DF) conquistou a medalha de ouro na meia maratona de marcha atlética nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé, na Argentina, na manhã desta quarta-feira (23/9), com o bom tempo de 1:22:30.10, recorde brasileiro e sul-americano. Caio havia feito 1:24:20.93 em julho, no Troféu Brasil, em São Paulo.
Caio fez o seu ritmo sem se deixar pressionar pelo pelotão que disparou à frente na primeira parte da prova. Venceu a disputa com Alexander Hurtado nas últimas voltas – o equatoriano ficou com a prata em 1:22:37.10. Jordy Jiménez, também do Equador, ganhou a medalha de bronze (1:23:25.70).
"Um grande dia, uma competição importante porque quando os marchadores da América do Sul estão juntos – o continente tem uma grande escola da marcha – muitas coisas boas acontecem", disse Caio, ainda na pista do Centro de Alto Rendimiento Deportivo (CARD) Pedro Candioti, para o locutor do estádio.
"Nossa temporada começou muito cedo. Em janeiro eu já estava competindo para me preparar para o Mundial, em abril, no Brasil. Na América do Sul é muito forte a marcha atlética, eu estava competindo contra o vice-campeão mundial da marcha, o campeão do Pan-Americano, era uma prova bem forte", disse.
Caio usou a sua experiência de provas em pista adquirida durante os anos da pandemia e nas edições de 2024, 2025 e 2026 do Troféu Brasil, em que a competição foi realizada em pista. "Uma experiência que me ajudou muito", comentou. "Em 2025, eu fiz o Troféu Brasil em 1:18:37 – tinha sido o primeiro homem a fazer abaixo de 1:19. Vi que eles estavam muito fortes e começou o vento. Fiquei no meu ritmo, e eles muito forte. Fiquei 10 km no meu ritmo, bem consciente, sem perder o contato, dentro da prova, com energia, pensando: 'Agora eu vou ter que tirar, em algum momento eu tenho que fazer o ritmo que eles fizeram que já era muito forte'. Tentei me guardar", contou Caio, que é treinado por sua mãe, Gianetti Bonfim.
O marchador disse que aplicou o seu "treino de perseguição" nos últimos 3.000 m. "Eu falei: 'cara, eu vou fazer os 3.000 m igual a gente treinou' – e agradeço meus companheiros de treino. A gente se preparou muito para esses últimos 3.000 metros. O Hurtado ficava ali atrás de mim, geralmente quem fica atrás está bem, esperando a hora. Fiz o primeiro mil para 1.30 (cada 400 m), o segundo 1.28 e quando faltou mil metros ele atacou e eu preparado para fazer 1.26 – acho que fiz 1.24, 1.23... Percebi que ele ficou. Para mim é um sonho realizado. Fico feliz, porque essa construção de hoje, nessa prova, é a última etapa para o ano pré-olímpico de 2027. Então, vamos lá."
Em 2026, Caio conquistou o seu 17º título brasileiro na marcha atlética, nos 35.000 m (87 voltas na pista), no Troféu Brasil, em São Paulo, com 2:31:09.7, recorde do campeonato, brasileiro e sul-americano. Caio também venceu a meia maratona com a marca de 1:24:20.93.
Aos 35 anos, Caio é um dos atletas mais consistentes da história brasileira. Na temporada, ficou com a medalha de bronze no Mundial de Marcha Atlética por Equipes de Brasília-2026. O atleta deu ao Atletismo Brasil resultados inéditos. Em sua quarta participação olímpica, Caio Bonfim conquistou o vice-campeonato nos 20 km (1/8/2024), em 1:19:09, 9ª melhor marca de sua carreira (disputou Londres-2012, Rio-2016 e Tóquio-2021).
Caio foi campeão mundial em Tóquio, no Japão, em 2025. Ouro nos 20 km (1:18:35) ainda conquistou a medalha de prata nos 35 km, tornando-se o atleta com o maior número de medalhas em Campeonatos Mundiais do atletismo brasileiro. Foi a sua oitava participação em Mundiais. Até então, já tinha subido duas vezes ao pódio: foi medalha de bronze em Londres-2017 e Budapeste-2023. Passou a ter medalhas de todas as cores em Mundiais de Atletismo – ouro, prata e bronze –, dedicadas aos três filhos: Miguel, o mais velho; Theo, o do meio; e Manuel, o caçula.
Atletismo Brasil tem oito medalhas, com quatro ouros, em Santa Fé
Após a disputa da terceira etapa do atletismo dos Jogos Sul-Americanos, na manhã desta quarta-feira (23/9), o Atletismo Brasil soma oito medalhas, com quatro ouros, duas pratas e dois bronzes.
Além de Caio Bonfim, Fernando Ferreira (IEMA-SP) conquistou o título dos Jogos no salto em altura, com a marca de 2,14 m. O Brasil teve dobradinha no pódio, com Thiago Moura (Pinheiros-SP) com a medalha de bronze (2,11 m).
Na semifinal dos 400 metros com barreiras, Matheus Lima (Pinheiros-SP) bateu o recorde do campeonato, com o tempo de 49.10 – o recorde anterior era do argentino Guillermo Ruggeri (49.28, de 2018). Assim como Matheus, Guilherme Viana (Orcampi-SP) também venceu sua série na semifinal, com 49.97.
Os dois brasileiros disputam a final dos 400 metros com barreiras na quinta-feira (24/9), às 18:10 (horário de Brasília). Mas antes, na tarde desta quarta, Matheus volta à pista do CARD para a final dos 400 metros rasos, junto com o recordista mundial Alison dos Santos. A prova será às 18:50.
Confira os resultados e a programação do atletismo nos Jogos Sul-Americanos
Medalhas do Atletismo Brasil nos Jogos Sul-Americanos
Ouro
Andressa de Morais (Pinheiros-SP) - lançamento do disco - 59,36 m
Augusto Dutra (Instituto Foz-PR) - salto com vara - 5,40 m
Caio Bonfim (CASO-DF) - meia maratona de marcha atlética - 1:22:30.10
Fernando Ferreira (IEMA-SP) - salto em altura - 2,14 m
Prata
Wellinton Fernandes (Pinheiros-SP) - lançamento do disco - 61,18 m
Ana Azevedo (Pinheiros-SP) - 100 metros - 11.58 (-0.2)
Bronze
Letícia Oro Melo (Sogipa-RS) - salto em distância - 6,10 m (0.7)
Thiago Moura (Pinheiros-SP) - salto em altura - 2,11 m
As Loterias Caixa e a Caixa são patrocinadoras máster do Atletismo Brasil.
Publicado pela Plataforma SGE da Bigmidia - Gestão Esportiva com Tecnologia
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